História etílica de Conquista: o Bar do Badú

Os botecos são (ou foram), quase sempre, os lugares preferidos para encontros informais entre intelectuais, sendo reduto de muita discussão, ideias e boêmia. Em Vitória da Conquista, nas décadas de 1960 e 70, o Bar do Badú era um desses lugares, ponto de encontro de políticos, escritores, artistas entre outros diversos intelectuais.

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“Seu” Badú

Aberto em 1965 pelo senhor Atenor Rodrigues Lima, conhecido como Baduzinho, o Bar do Badú ficava na praça Vitor Brito (onde hoje é a Jocar Veículos). O nome do bar era uma homenagem ao pai do dono, “Seu” Balduíno Rodrigues Lima, ex-administrador da feira-livre (foto).

O ambiente era frequentado por gente de esquerda e de direita e ali se conversava de tudo. Camillo de Jesus Lima, Cana Brasil, Hugo de Castro Lima, Lúcio Borba, Alvimar Borba, Bonifácio, Parmênio, Chico Viola, Ismar Silveira, Mário Ferraz, Ademar Gomes dos Santos, Valmir Santos Silva, dentre outros, eram frequentadores assíduos.

Segundo informações, decisões políticas importantes foram tomadas nas mesas do Bar do Badú, como a indicação de Jadiel para ser prefeito da cidade. Há quem diga que o primeiro compacto de Elomar foi lançado lá também.

DITADURA – A perseguição militar em Conquista levou até dono de bar preso. Atenor foi preso pelo capitão Bendochi por pichar os muros de Conquista com frases do tipo “Fora a Ditadura”. A pichação, segundo o próprio bodegueiro, era com piche de asfalto. No depoimento, ele disse que só carregava o balde.

(Informações do Taberna da História)

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