Depois de João Andante, chega a Maria

OLI_3330Um produto genuinamente brasileiro e tradicionalmente associado a nossa cultura. Com a proposta de encantar clientes de todo o país que apreciam uma cachaça premium artesanal de qualidade, a Uno Cachaças Finas lançou neste dia 6 de novembro, em BH, a Maria Andante.

Segundo Arianne Silvério, diretora da Uno Cachaças Finas, proprietária da marca, o investimento inicial, incluindo a produção da bebida, gira em torno de R$ 300 mil. A expectativa é que as vendas ultrapassem a marca de 5 mil garrafas por mês.

A cachaça será comercializada nas versões ouro e prata (para a produção de drinques e coquetéis) e deverá atender a adegas, empórios, distribuidores, lojas especializadas e supermercados de todas as regiões do Brasil.

Produzida em Taboão de Passa Quatro/MG, a bebida possui perfume acentuado, acarvalhada infuso em baunilha, apresentando ainda uma textura mais forte e sedosa e aroma complexo.

Envelhecida por sete anos em carvalho francês, a bebida é encorpada e apresenta um buquê marcante de madeira, com notas suaves de baunilha e amêndoas. Seu sabor é nobre e sua cor é brilhante, amarela forte cetim e límpida, resultado do seu processo de envelhecimento. “Conseguimos um excelente equilíbrio e harmonia para bebida que exprime, ao mesmo tempo, suavidade e sabor persistente que são característica dos taninos extraídos dos barris de carvalho”, explica Arianne.

– O setor produtivo da cachaça no Brasil desempenha importante papel na economia nacional. O país tem 1.483 produtores registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e cerca de 4 mil marcas espalhadas pelo Brasil. O Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC) estima que estes produtores registrados possuam uma capacidade instalada de produção anual na ordem 1,2 bilhão de litros e gerem mais de 600 mil empregos diretos e indiretos. As estimativas mostram também que o faturamento deve ser superior a R$ 6 bilhões. Os principais estados produtores (em volume) são: São Paulo, Pernambuco, Ceará, Minas Gerais e Paraíba. Já São Paulo, Pernambuco, Rio de Janeiro, Ceará, Bahia e Minas Gerais são considerados os principais estados consumidores.

Processo – A gigante Diageo, maior fabricante de destilados do mundo e dona de marcas como Johnnie Walker e Smirnoff, continua querendo “engolir” o mercado de cachaça brasileiro. Não bastasse a compra bilionária da cearense Ypioca (por cerca de R$ 1 bilhão, em 2012) e o processo que ganhou em primeira instância (em 2014) por plágio contra a mineira João Andante que, inclusive, está impedida de usar o nome, a holding inicia uma nova briga, desta vez, com uma marca que ainda nem mesmo foi lançada. Com a chegada oficial ao mercado, a cachaça Maria Andante pode ser considerada a nova “pedra no sapato” da britânica Diageo.

Assim como aconteceu com a João Andante, atualmente, o Andante, a cachaça Maria Andante foi processada por plágio pela holding que levou o caso ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) onde a cachaça está registrada desde em 11 de janeiro de 2013.

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